Doenças Mentais e Estrabismo em Adultos
15 de dezembro de 2020

Popularmente conhecido como vesguice ou vesgueira, o estrabismo afeta a saúde e a vida social de diversas pessoas no mundo. Mas afinal, o estrabismo tem cura?

Boa notícia: A resposta, de uma forma geral, é sim! Estrabismo tem cura!

Existem vários métodos para o tratamento de estrabismo. Mas antes, é preciso entender alguns fatores do paciente como: as causas do estrabismo, o tipo de estrabismo, a idade, o tempo de diagnóstico, entre outros. Assim, o Oftalmologista irá saber qual o método é o mais indicado e qual terá o melhor resultado.

estrabismo tem cura
Estrabismo tem cura. Quanto mais rápido o diagnóstico, mais chances de recuperação total.

Entenda o que é Estrabismo

O estrabismo é caracterizado como a disfunção dos músculos oculares, que faz com que os olhos não fiquem paralelos, ou seja, enquanto um dos olhos olha para frente, o outra está olhando para o outro lado, de forma que a vista fique desviada.

Estrabismo leve tem cura?

Existem seis principais músculos que controlam os movimentos dos olhos, esses músculos são controlados pelo cérebro.

Quando focalizamos os dois olhos em um ponto, todos esses músculos devem trabalhar de forma harmônica e balanceada. O cérebro tem papel fundamental nesse processo, pois ele os controla através de impulsos nervosos.

Por isso, normalmente doenças que prejudicam o cérebro podem causar o estrabismo, como: paralisia cerebral, Síndrome de Down, hidrocefalia, prematuridade, viroses, traumas e tumores cranianos.

Nos casos de estrabismo de nível leve ou médio, o uso de Botox (toxina botulínica) pode ser recomendado, pois será usado para relaxar ao músculo que está contraído, fazendo com que o olho fique normal em relação ao outro.

Também pode ser usado nos casos de nível mais agudo, porém pode ser necessário mais de uma aplicação para se obter os resultados esperados.

Estrabismo Infantil  

O estrabismo pode aparecer logo nos primeiros anos de vida, mas também na idade adulta e até em idosos (geralmente causados por doenças físicas não oculares, como diabetes ou doenças neurológicas).

Nos primeiros meses de vida, geralmente até os 4 meses, os bebês podem apresentar pequenos desvios por curtos períodos de tempo. Isso acontece porque os reflexos que alinham os olhos, como explicado acima, ainda estão em formação. Contudo, se esses problemas de reflexos continuarem após os 4 meses, pode ser sintoma de estrabismo. É essencial que os pais busquem por um Oftalmologista de sua confiança para que o correto diagnóstico seja dado.

Nas crianças maiores e adultos, o primeiro sintoma é a visão dupla. Porém em alguns casos de crianças mais novas, não existem sintomas.

Por isso é de extrema importância a realização de consultas periódicas com o Oftalmologista, que poderá acompanhar o desenvolvimento ocular das crianças e diagnosticar problemas como o estrabismo logo no início.

Estrabismo divergente ou convergente tem cura?

Os principais tipo de estrabismo são:

Convergente: quando o olho afetado está direcionado ao nariz.

Divergente: o olho afetado está direcionado para o lado.

Vertical: quando os olhos estão direcionados para cima ou para baixo.

Além disso, pode acontecer a combinação dos tipos de estrabismo no mesmo paciente, como o horizontal e vertical quando os dois olhos são afetados.

Afinal, o Estrabismo tem cura?

As chances de cura do estrabismo são bem altas, com bons índices de recuperação total dos desvios. Essas chances aumentam quando o Estrabismo é tratado precocemente.

Os tipos de tratamentos irão depender da idade do paciente e sintomas apresentados e, claro, do tempo de diagnóstico.

O tratamento adequado irá depender de uma série de informações que o Oftalmologista irá levantar, através de perguntas ao paciente e, no caso de crianças, para e seus pais e também com exames específicos.

Estrabismo tem cura até que idade?

Não existe idade limite para o a cura do estrabismo. Porém, cada faixa de idade pode apresentar diferentes causas do estrabismo, e, portanto, diferentes tratamentos para cada tipo.

Estrabismo infantil tem cura?

Nas crianças, o principal tratamento acontece por meio do uso de óculos de grau, que terá papel fundamental na correção do grau de hipermetropia. Ajudando o olho bom não ser forçado a compensar a função do olho com desvio.

estrabismo tem cura
Estrabismo tem cura. Os óculos de grau na infância pode ajudar nesse processo.

Outro tipo de tratamento na infância é o uso do tampão ocular no olho que não tem o desvio, para que o olho com problema seja estimulado a corrigir o movimento muscular.

Estrabismo em adultos tem cura?

Para adultos e crianças, em alguns casos, exercícios oculares podem ajudar também.

É possivel usar lentes corretivas também e, se não tiverem o efeito, a cirurgia de estrabismo pode ser recomendada.

Essa cirurgia é feita com auxílio de anestesia (local ou geral dependendo do paciente) e é feita a correção muscular por meio de fortalecimento muscular, quando os músculos apresentam fraqueza ou o enfraquecimento muscular, quando os músculos estão muito contraídos.

Estrabismo tem cura em bebês ou crianças?

No estrabismo, quando o desvio afeta um olho, o outro olho bom assume a visão como um todo, enquanto o desviado fica em modo “preguiça”. Nas crianças maiores e adultos é comum o relato de visão dupla.

Já nas crianças menores como não acontece esse tipo de queixa, não só pela comunicação, mas também porque o cérebro é capaz de se adaptar e organizar de forma que enxergue uma imagem única.

Mas essa adaptação pode ser prejudicial, pois o cérebro entende que um dos olhos não é usado, isso faz com que a visão do olho não usado fique fraca com o passar do tempo. Até um ponto de perder a visão desse olho por completo, por isso a importância do tratamento assim que o diagnóstico for realizado.

Estrabismo tem cura!

Como em alguns casos o estrabismo não apresenta sintomas claros, as consultas rotineiras com o Oftalmologista são importantes desde a primeira infância, por isso não deixe de marcar sua consulta com um profissional de confiança. Estrabismo tem cura, sim! Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de cura do Estrabismo.

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